Lista incompleta de referências pop para Ensino de Física — 3 de fevereiro de 2015

Lista incompleta de referências pop para Ensino de Física

Resolvi aqui ir catalogando aos poucos referências de temas da física na cultura pop.

Relatividade

TV

Star Trek (geral) – O Warp Drive ou dobra espacial é padrão, e sua possibilidade ou não costuma fomentar discussões calorosas entre físicos, até mesmo dentro dos círculos acadêmicos.

Cinema

Interstellar – Relatividade do tempo, tanto em longas viagens (paradoxo dos gêmeos) como devido a um forte campo gravitacional. Buracos Negros, Buracos de Minhoca e o desconhecimento do que acontece no centro de um Buraco Negro é ponto-chave no filme. A ideia de dimensões extras e um leve toque de teoria de cordas também é explorada.

Enigma do Horizonte (event horizon) – Uma nave espacial viaja através de um Buraco de Minhoca mas algo estranho faz seus tripulantes desaparecerem.

Música

Queen – 39′ – Música retrata um episódio de dilatação temporal, em que um viajante vai numa viajem interestelar que dura cerca de um ano, mas ao retornar à Terra percebe que as pessoas envelheceram cem anos.

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[LCEO] Qual o efeito real de um alinhamento planetário? — 13 de janeiro de 2015
Cores Psicodélicas — 23 de setembro de 2014

Cores Psicodélicas

Interferência em Filmes Finos é o nome dado nos livros ao fenômeno abaixo. As cores são diferentes das cores do arco-íris pois não se trata de algum comprimento de onda específico tendo sua intensidade aumentada, mas um comprimento de onda tendo sua intensidade anulada, devido a uma interferência destrutiva. A cor que vemos é a combinação da reflexão das demais, portanto a cor complementar da que está sendo anulada.

Mais imagens legais no meu pinterest.

Por que folhas são verdes? — 21 de setembro de 2014

Por que folhas são verdes?

Fonte: http://gabrielhemery.com/2011/06/20/sun-and-shade-leaves/

Ou ainda, se o espectro do sol tem um pico próximo do verde, por que folhas de plantas refletem boa parte do verde e absorvem mais azul e vermelho? Não seria mais energeticamente favorável fazer o oposto?

Espectro da luz solar. A curva de cima, o espectro que chega acima da atmosfera terrestre. Abaixo, depois de absorvida pela atmosfera. Fonte: http://www.astro.virginia.edu/~kej7a/Teaching/AST313/Lectures/Lecture13.html

A Clorofila-A, principal pigmento absorvedor de energia de boa parte das plantas, é que dá a coloração esverdeada que conhecemos. Esse pigmento é facilmente destruído por intensa radiação. A estrutura molecular do pigmento é quebrada se submetida a altas energias luminosas. Além disso, a absorção somente no azul e vermelho já fornece quantidade de energia suficiente para a sobrevivência da planta. Então, além de perigoso para a planta, absorver luz verde é também desnecessário.

Pelo mesmo motivo muitas folhas de plantas em regiões de tundra, onde a luz solar é menos intensa, apresentam coloração mais escura. É comum nessas regiões até mesmo folhas vermelhas. Ou seja, a folha absorve a parte mais energética da luz solar, e reflete somente as partes menos energéticas. Mesmo em regiões tropicais, um fenômeno bastante conhecido é o escurecimento de folhas em sombras, como a da imagem do início deste post.

O Poder da Ótica —
As escalas do Universo — 24 de junho de 2014

As escalas do Universo

Esse link aqui possui um aplicativo muito legal para termos um pouco de noção das diferentes escalas do nosso universo.

http://htwins.net/scale2/lang.html

É interessante, ao observarmos esses objetos, termos sempre em mente os domínios de validade das diferentes teorias. Do nanômetro até as maiores escalas, a física clássica pode ser utilizada, exceto para alguns objetos extremamente massivos ou energéticos, como Estrelas de Nêutrons, onde a Relatividade Geral descreve melhor. Por “física clássica” eu me refiro à Mecânica Newtoniana e ao eletromagnetismo clássico, descrito principalmente pelas equações de Maxwell.

Em escalas comparáveis ou menores que nanômetros, a física clássica começa a não funcionar muito bem, e a física quântica passa a entrar em campo.